Diário de Guerrilha: 26/09/2003
GIVE PEACE A CHANCE...
Vinte e cinco pilotos israelenses se recusaram a realizar operações de ataque nos territórios ocupados por civis palestinos, conforme declararam numa carta ao Alto-Comando da Força Aérea de Israel. O grupo de pilotos, integrante do movimento Courage to Refuse (Coragem na Recusa) vem atraindo a atenção da mídia israelense - e sua consequente simpatia. Eles alegam questões de consciência ao se negarem a bombardear áreas civis.
Os aviadores podem ser presos ou punidos se não cumprirem ordens, conforme as leis militares.
Qual feito requer maior coragem ?
Uma operação de ataque, rente ao solo, sujeito ao fogo anti-aéreo, ou a nobreza de respeitar a vida ?

Shalom, sabras, shalom !!!

MARCUCCIO K. [1:53 AM]

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Diário de Guerrilha: 24/09/2003
Preferências Pessoais. Interessante como algumas mudam com o passar dos anos...
Cor: Preto (azul também)
Perfume: Acqua di Gió (G. Armani)
Sonho de Consumo: Mustang 1966 Coupé
Livros: Zero (I. Brandão), Desideria (A. Moravia), Porcos com Asas (M. Rivera)
Filmes: Um Homem e uma Mulher (J. Lelouch), Abre los Ojos (Amenábar), 2001 (S. Kubrick)
Músicas: O Teatro dos Vampiros (Legião), Break on Thru (Doors), Drive (R.E.M.)
Animal: Cachorro
Cenários: Brasília (Esplanada), Curitiba (Parques), Florianópolis (Beira-Mar), Buenos Aires (9 de Julio)
Sonho de Viagem: Leste Europeu
Bebida Alcoólica: Vodka
Bebida Não-Alcoólica: Chá
Pratos Favoritos: Yakisoba, Strogonoff, Paella e cucina italiana (lasagne, paste, pizze...)

Marcuccio é como minha avó me chama (e apelido dos tempos de faculdade).
Muito prazer...

(O blog já tem quase um mês e agora eu escrevo isso ?!)
MARCUCCIO K. [5:22 AM]

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Diário de Guerrilha: 21/09/2003
Panorama contemporâneo da televisão brasileira: visite o lixão de sua cidade. Se não houver lixão, serve um aterro sanitário. Já centro de reciclagem, não serve. A televisão atualmente só vem produzindo lixo, não reciclando.
Estagiei na Rede Manchete em Brasília, no começo dos '80. A filosofia de trabalho era (obviamente) bater a audiência da Globo, se possivel, com a oferta de uma programação de qualidade (termo muito subjetivo). A tão propalada qualidade que a Manchete buscava, começou a consumir o orçamento destinado - sem o devido retorno (em anunciantes e audiência) esperado.
O seu Adolfo Bloch (diretor do Grupo Bloch, dono da Manchete) sugeriu, então, que se produzisse algo mais ao gosto brasileiro.
Daí vieram as Donas Beijas e seus banhos de cascata, os closes quase ginecológicos durante o desfile do carnaval, e etc.
Nada, absolutamente nada contra a nudez como forma de arte. O cinema europeu que o diga. A questão é que não era exatamente arte, o que se produzia. A Manchete faliu e vieram depois os Ratinhos, os Sérgios Mallandros, os Aqui Agora. Os Reallity Shows. As banheiras do Gugu e as Videocassetadas. O uso de nudez gratuita (já devidamente assimilada por nossa sociedade latina e tropical) não incrementa, por sí só, índices de Ibope. O que fazer, então ? Vamos exibir cadáveres ? Revelar emocionantes resultados de testes de DNA via satelite para todo o país, com direito a agressão generalizada entre as partes envolvidas ? Simular entrevistas com integrantes de facções criminosas ? O que mais virá ?
Aos esclarecidos, sempre haverá uma Tv Cultura, um canal Futura, uma RAI, uma BBC, uma Deutsche Welle, uma TvE. Aos que por absoluta falta de acesso a um esclarecimento, restará todo o lixo acima descrito. Afinal, são estes a base sólida da sociedade brasileira - e estes, por razões estratégicas, devem ser mantidos na mais perfeita alienação...

E já que estamos em pleno clima crítico: crie, não copie. Descobriu uma coisa bacana ? legal, absorva a idéia, mas não meramente reproduza. Se fosse assim, a Tyrrell teria ganho muitos campeonatos de Fórmula 1, o Paraguai seria uma potência continental e o plágio não seria crime. Valeu ?

O post de hoje é uma homenagem à uma menina criativa chamada Dani.

MARCUCCIO K. [3:36 AM]

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Diário de Guerrilha: 19/09/2003
Mais uma vez provei meu distanciamento intelectual dos babuínos e finalmente inserí no template os códigos para disponibilizar comentários. Que façanha.
Ontem foi dia de folga. Dia pra fazer tudo o que não foi feito durante a semana de trabalho... mas sempre há um tempinho pra um pit stop no nosso cult bar local, o Matisse. Só uma Stolychnaya, mas valeu.
Retomei a leitura de A Polaquinha, de Dalton Trevisan. Seu estilo é único: meio lacônico, imprime uma atmosfera de mistério a sua narrativa - sempre com o elemento erotismo presente. Mas sua abordagem é isenta de falsos pudores ou tabús. Grande Dalton. Alguém aí assistiu a um filme chamado "Preso na Escuridão" ? Acho que não. Que tal "Abre los Ojos" ? Tá difícil. E que tal Vanilla Sky ? "Vanilla Sky" é o remake de "Abre los Ojos" (Preso na Escuridão, no Brasil), filme de Alejandro Amenábar, talentoso diretor espanhol. A quem não assistiu, não entrarei em detalhes, mas a trama é excelente. A fusão entre realidade e sonho/loucura/alucinação é impressionante. Uma pena que Vanilla Sky agrega muito do american way of life, enquanto Abre los Ojos é um filme denso e reflexivo. A crítica européia aponta Abre los Ojos como fonte de inspiração de Matrix, o que não deixa de ser verdade, mas a linguagem e a abordagem é radicalmente diferente.
Levanta o bundão, aproveita que hoje é sexta, e corre pra locadora. (Mas tente achar o original espanhol).
Besos y besos

MARCUCCIO K. [4:04 AM]

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Diário de Guerrilha: 17/09/2003, 0340AM
Ontem provei que não sou um babuíno e, autodidata que sou, conseguí editar um template. Não manjo nada de HTML, mas fuçando daquí, de lá... não ficou tão mal. O blog ficou com uma aparência bem mais "pessoal". (Concordam ?)
Mas chega de jogar confete em mim mesmo...
O Guerrilheiro vai escrever sobre música hoje também. O grupo mexicano Maná (muito bom) tem uma música chamada "En el Muelle de San Blas". A letra (melancólica) conta a dor de uma mulher à espera de seu amor que partiu (para não mais voltar).
Phoda, mas é uma música. O quadro abaixo foi inspirado nesta composição. Não adianta ficar esperando; a gente tem de correr atrás do que se quer. Valeu ?
Vou escrever sobre cinema no próximo comunicado. Besos.


Diário de Guerrilha: 15/09/2003, 0210AM, Frio (é psicológico ? Preciso de um psiquiatra).
Não adianta: estou MESMO com uma música na cabeça; meu walk-man um dia ainda derrete.
Essa música é fucking great; classuda no arranjo e na interpretação, mas a letra é PUNK.
O Guerrilheiro que vos escreve tá carente. Vou ouvir Pistols, Clash, Buzzcocks...não, Legião. O Teatro dos Vampiros. Conexão Amazônica. Ainda é Cedo. Lembrei de um puta show no Ginásio do Tarumã (CWB) em 1988.
Por hoje deu.


Diário de Guerrilha: 14/09/2003, Não lembro a hora. É tão relevante assim ? Madrugada fria. Vento gelado e forte.
Preciso aprender a jogar damas...
Estou com saudade de jogar War, ainda vou fazer tatuagem de um AK-47, a impulsividade não é antônimo de passividade..
Duas bandas: The Cramps e Siouxsie and the Banshees.



Diário de Guerrilha: 13/09/2003 0330AM
Ontem eu ouví um monte de música, tipo The Clash, Cure, Misfits, Concrete Blonde, Hoodoo Gurus, Suicidal Tendencies...
Mas a que mais me chamou mesmo a atenção foi "Lullabay", do Cure. Ok, "Lovesong" também. Mas "Lovesong" não é exatamente uma love song.
Nem "The Thin Line Between Love and Hate", do Pretenders. O que é uma "love song" ? Uma letrinha brega cheia de "ai lóv iú" e um refrãozinho grudento como chiclete ? No way.
Tem que ter um certo estilo, seja na letra, no arranjo ou na interpretação. A estética acima de tudo.



MARCUCCIO K. [4:52 AM]

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